São Paulo, SP, Brazil
Mãe, filha, irmã, amiga, atriz. Escrevo meus pensamentos, minhas angustias, meus encantos e desencantos. Interpreto pessoas, formas, vida. Leio de pouco um tudo e decoro textos, rostos, amores. Viajo distante pra dentro e fora de mim. Meu senso de justiça não permite que eu seja boazinha, mas também não sou má. Acredito sempre que existe recuperação em seres realmente humanos. Apaixono e desapaixono com facilidade, mas amo incondicionalmente. Acredito em fantasias, fadas e tudo que possa fazer bem para a alma, mas elevo meus pensamentos, agradecimentos e desejos a Deus. Cristiane Rosa (A Puguinha)

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terça-feira, 31 de maio de 2011

Eu sou um gado?



Foi assim que eu me senti hoje, não com dúvida mas com a certeza de que estava sendo trasportada como um animal.
Algumas pessoas são tratadas como animais porque agem como tais, mas eu NÃO! Hoje me senti humilhada por pagar tão caro em um trasporte público defasado e ser "enfiada" dentro do vagão por homens-ogros que se divertem com a lei dos mais fortes sobrevivem. Pequena que sou, além de mãos e pés atados, minha respiração também ficou comprometida, não tinha ar ali embaixo e os homens-ogros empurravam e empurravam mais e mais.
Em algum momento você é obrigada a aceitar algum tipo de molestamento (existe isso?) bom não sei se a palavra existe mas a situação sim! a mão na minha bunda ou qualquer outra coisa na qual eu não sabia da onde vinha, se era homen ou mulher.
Agradeci a Deus pelo meu emprego e por usar isso apenas uma vez por semana mas ao olhar em volta, rostos e feiçoes cansadas do descaso, corrupção que tira o dinheiro da benfeitoria e poe no bolso me indignei! ahh como eu queria escrever por folhas e folhas sobre esse sistema precário e medíocre do nosso país. Mas ok... to me sentindo um pouco aliviada por conseguir chegar inteira e reflexiva.

Nenhum animal merece ser transportado dessa forma, os humanos talvez sim!

As imagens falam por si.

Só não dá pra ser omisso

Políticos podres, capitalismo sanguinário e uma geração de omissos!
Quem assistiu a reportagem da Record sobre um casal no Pará que defendia a floresta como sendo sua família e as árvores como filhos, certamente se emocionou com a história de José e Maria. Eles apresentavam a floresta com uma riqueza e um amor imensurável. Denunciavam os madereiros, políticos e toda a raça que vê a floresta derrubada como capital, como dinheiro.
Do outro lado, vemos a corja política, os podres do planalto, os políticos coronéis, com as mãos sujas de sangue, forçarem a aprovação de um novo código que aumentaria ainda mais a pressão dos exploradores sobre as florestas remanescentes.
No dia 24 de maio, o Brasil conheceu essas duas histórias. Pela manhã, os defensores da Floresta, morrem brutalmente em uma emboscada. No mesmo dia, os deputados da vergonha, os covardes, o lixo do país, aprovam o código florestal, passando por cima de todos os brasileiros inconformados.
Quando no plenário, foi anunciado o assassinato desse casal humilde, os deputados ruralistas e seus colegas, vaiaram o pronunciamento, em uma inversão vergonhosa de valores.
O Brasil não deu a mínima. A imprensa mal noticiou. Ninguém se revoltou!!!
Uma morte anunciada durante uma década. Listas de prováveis assassinos encaminhada anualmente. E a justiça vendida do país, se omitiu. Ninguém consegue frear a corja currupta e exploradora, os coronéis, os madeireiros.
Enquanto o país segue indo para o esgoto pela ganância dos seus governantes, o povo, alienado, segue em sua vidinha torpe e egoísta. Com todas as mazelas atuais, seguem para as ruas, para pedir a liberação da Maconha. É lamentável! Como a juventude segue vazia de ideologia e de bandeiras úteis.
Eu não consigo mais aguentar sem vomitar todo o lixo que estamos assistindo. Não dá mais para fazer ações ambientais isoladas e achar que estamos mudando alguma coisa. Plantar algumas míseras árvores, enquanto milhoes delas vêm abaixo sob os olhares permissivos daqueles que deviam coibir. Florestas e os que as defendem, estão tombando, sob vaias e risadas de deboche.
Não dá mais pra "abraçar" a Guarapiranga cantando Guilherme Arantes, sabendo que isso é nada, frente ao abismo vergonhoso que estamos caminhando.
Não consigo mais acreditar que mudaremos alguma coisa, utilizando apenas mensagens de revolta como essa pela internet. Os "poderosos" estão pouco se lixando pra isso.
ONGs e Ambientalistas se degladiando para buscar seu lugar ao sol, buscando sua fatia para o ego, para o bolso, para a notoriedade, enquanto as ideologias se perdem.
Precisamos de uma revolução da moral. Um resgate de valores, uma faxina pública. Precisamos nos envergonhar do quase nada que fazemos, e realizarmos alguma ação real de limpeza de toda essa podridão.
Silvano - Projeto Mais Verde

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Acontece

- Bom dia mamãe
- bom dia bb, se troca pra gente passear
- tá!
- mamãe!, olha o policial prendendo uma criança
- não é uma criança bb, é um traficante
- desse tamanho?
- não! ele na verdade é um MINI traficante, só quando ele crescer vai ser um traficante de verdade
- ah!
- mamãe o policial tá batendo no MINI traficante
- é que ele fez algum coisa errada
- mas quando eu faço uma coisa errada você briga comigo mas não me dá tapa na cara
- é que o policial não sabe educar e ele deve tá nervoso, sai da janela bb
- mamãe porque o policial não prende "em vez" de bater?
- porque ele tá nervoso, já disse! e você vai se trocar senão quem vai apanhar é você!
- mamãe?!
- o que? !!
- o MINI traficante é chefe do policial?
- claro que não! não fala besteira
- mas então porque ele ta pagando o policial?
- que?
- é, olha! muito dinheiro, mais que o papai ganha
- SAI DAÍ AGORA!
- tah! o menino foi preso mesmo
- é que o policial ta cumprindo com a sua função prendendo o menino. Agora vamos passear

Dando a volta no quarteirão....

- mamãe! mamãe!
- o que foi bb?
- olha lá o policial soltando o MINI traficante
- é que o policial ta cumprindo com a sua função soltando o menino
- mas mamãe ele prende lá em cima e solta aqui embaixo?
- É! ...
F I M
(Cristiane Rosa)

O tempo - Mc Yob

NÃO TEM NINGUÉM COM ESSE NOME


Está saindo do forno um experimento a partir da obra "O Riso" de Henri Bergson, da relação do consumo e da solidão humana.

Será um espetáculo solo com Bruno César em cena.

Tatiana Monte e Vanessa Rosa ficam na direção e na preparação corporal.
Faremos 4 ensaios abertos em parceria com o projeto Toda Terça Tem Espetáculo do Programa Vocacional.


sexta-feira, 6 de maio de 2011

Meninas

Menina crescendo
mulher virou

do útero vazio
no ventre hospedou
um ser
dádiva
ternura

hoje menina crescendo
mulher ainda não é
espera

coração aperta quando menina pede pra
voar
liberta
se desespera

entre lágrimas e risos
menina mulher

menina menina
vivem, crescem, amam-se
cia, solidão
aperto de mão

vou te levar
mico
vou te buscar
mico


menos
mãe!

"Cristiane Rosa"